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Agronegócio da área de Mogi movimenta R$ 1,6 bilhão e se destaca na produção de hortaliças

A área de Mogi das Cruzes tem papel de destaque no agronegócio do Estado de São Paulo, particularmente na produção de hortaliças, com o suporte da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP). No último ano, a CATI Regional Mogi das Cruzes realizou 4.549 atendimentos, sendo em torno de 80% voltados à cadeia produtiva de hortaliças.

Conforme o chefe da Divisão Regional, João Paulo Nikolaus, além da olericultura, as cadeias de fruticultura e floricultura também concentram grande parte da demanda por assistência técnica e extensão rural. A Regional é responsável pelas Casas da Agricultura de 12 municípios e presta serviços principalmente nessas três regiões.

Inserida no chamado Cinturão Verde paulistano, a área é responsável por abastecer a Área Metropolitana de São Paulo e o litoral com produtos como alface, repolho, brócolis, couve e cebolinha. Na fruticultura, o destaque é a produção de caqui — sendo a principal fornecedora da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) — além de nêspera, atemoia e goiaba. Já na floricultura, sobressaem as orquídeas, principalmente das espécies Cymbidium e Phalaenopsis.

Segundo Nikolaus, essas três cadeias produtivas são as que mais contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário da Regional, que soma R$ 1,6 bilhão. Entre os serviços disponibilizados através da CATI estão análises de solo, orientações sobre controle de pragas e doenças, manejo hídrico e apoio ao Protocolo de Transição Agroecológica. Também existe suporte para acesso a políticas públicas, como crédito rural, programas de aquisição de alimentos, regularização ambiental e incentivo ao cooperativismo e associativismo.

Novas culturas ganham espaço

Além das culturas tradicionais, impulsionadas historicamente através da colonização japonesa, novas produções vêm ganhando destaque para atender às exigências do mercado consumidor. Entre elas estão as chamadas “baby leaf”, pequenos vegetais e brotos voltados à alta gastronomia, usados na ornamentação de pratos e na oferta de sabores diferenciados.

Outra cultura em expansão é a soja verde, conhecida como edamame, que apresenta alto teor de proteína e atende consumidores com restrições à proteína animal. A área também se destaca na produção de temperos e ervas, sendo responsável por em torno de 90% do volume comercializado na Ceagesp.

Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a Secretaria age como elo entre a tradição agrícola da área e as novas oportunidades de mercado. Segundo ele, o objetivo é amplificar as culturas já consolidadas e oferecer suporte técnico para que cadeias menos tradicionais também se tornem economicamente viáveis.

A CATI Regional Mogi das Cruzes atende os municípios de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.

Agronegócio da área de Mogi movimenta R$ 1,6 bilhão e se destaca na produção de hortaliças

Com finformações de NoticiasdeMogi